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ExportaSC começa a colher seus frutos; Ecotag se destaca no Peru



Santa Catarina tem tradição exportadora e participação ativa das PMEs em sua economia. Internacionalizar-se, porém, não é para todos, pois exige esforço continuado e o domínio de conhecimentos específicos. Uma estratégia consistente demanda quatro a cinco anos de trabalho e não deve ser centrada no fator cambial, avalia o coordenador do projeto ExportaSC, do Sebrae/SC, Douglas Luis Tres.


“Preparamos a pequena empresa para que crie um modelo de negócios competitivo em qualquer lugar do mundo, inclusive no Brasil”, afirma Luis Tres.


Lançado em agosto de 2014, o ExportaSC recebeu 550 inscrições e selecionou 50 candidatas dos setores de alimentos e bebidas, tecnologia da informação, moda e metalmecânica. Os critérios seletivos incluíram capacidade de investimento, experiência, escalabilidade e o uso de matérias-primas sem restrição nos EUA.


Ao longo de 2015, os empreendedores frequentaram seminários e definiram seus planos. Este ano, começaram a executá-los. Os que tiverem fôlego para resistir continuarão a ser apoiados em 2017.


Por meio de uma consultoria contratada, os participantes ganharam acesso a um armazém e um escritório compartilhados em Pompano Beach, a 60 km de Miami, onde podem depositar produtos e atender clientes. Também compartilham assessoria contábil, jurídica, logística e de recursos humanos. A Flórida é considerada um importante “hub” para negócios globais por suas políticas de incentivo à atração de empresas.


A América Latina tem sido um destino importante para indústrias têxteis catarinenses que exportam de forma independente. Fundada em 2015 em Blumenau, a Ecotag fabrica lacres de autenticidade para roupas, utilizando um processo 100% robotizado. Seu maior mercado no exterior é o Peru, principal produtor mundial do algodão pima, de alta qualidade.


“Enxergamos um grande potencial de crescimento na Argentina e na Colômbia”, diz o diretor Júnior Souza. A empresa produz 3 milhões de itens ao mês e pretende dobrar a produção até o fim do ano com a aquisição de novas máquinas.


Este é um dos 50 empreendimentos de pequeno e médio porte que buscam oportunidades no mercado externo com suporte do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae/SC). Há iniciativas semelhantes nas áreas industrial e tecnológica, apoiadas por associações empresariais ou conduzidas de forma independente.


Com informações do Valor Econômico.

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